Como você calcula os rendimentos das suas aplicações? O que você leva em conta na hora de buscar esse resultado? O ROI te ajuda nisso tudo.

ROI, traduzindo para o português, é Retorno sobre Investimento. Seus cálculos permitem que você saiba quanto uma empresa ganha ou perde em suas aplicações.

No texto de hoje, vamos responder às principais dúvidas sobre o ROI e te explicar como essa contabilidade vai ajudar a alavancar seu negócio.

O que exatamente é ROI?

O ROI, que vem do inglês Return on Investiment, é a avaliação do ​retorno de tudo que foi investido​, incluindo os rendimentos das aplicações e a taxa de conversão de novos clientes​.

Os resultados que vão ser obtidos com o ROI ajudam a reorganizar as estratégias da empresa, caso seja detectada alguma falha, e a aprimorar os processos.

O que entra na conta desse retorno?

Os cálculos levam em consideração diversos tipos de investimento, como treinamento de pessoal, mídia paga e manutenção de equipamentos. Com isso, ele te dá um panorama do que é gasto e do que retorna de lucro para a empresa.

A ideia é que esses estudos te ajudem a alavancar seu estabelecimento em direção às metas que foram traçadas.

Daqui a pouco, vamos mostrar uma fórmula que vai te ajudar (e muito) a calcular o ROI do seu investimento.

Quais as vantagens de medir o ROI?

O ROI faz com que a empresa foque mais nos resultados, desenvolvendo um olhar analítico sobre o trabalho. Além disso, as observações sobre o ROI trazem outras vantagens:

  • Através da análise dos dados anteriores, o ROI leva a empresa a estabelecer metas realistas, tanto em relação ao alcance quanto no que diz respeito ao tempo em que esse retorno demora para acontecer;
  • Os pontos falhos ficam mais evidentes. Depois desse diagnóstico é possível perceber o que não está gerando resultado;
  • Ao entender o que não anda tão bem, você pode modificar ou excluir algum tipo de prática. Isso ajuda no controle de gastos e diminui o tempo de tomada de decisão;
  • O ROI também mostra quais são as maiores fontes de lucro na empresa. Esse lucro, por sua vez, incentiva os funcionários, que ficam felizes com as metas alcançadas;
  • Os investidores se sentem mais atraídos se você mostrar uma taxa alta de ROI. Isso mostra boa gestão financeira e é uma espécie de certificação de que o dinheiro será bem investido;
  • Como o ROI inclui vendas e comunicação, é bom lembrar o ROI também leva em conta a performance das campanhas de marketing e os canais de comunicação que estão dando mais resultado em vendas.

Nos tópicos a seguir, vamos mostrar como fazer essa conta e tudo o que você precisa saber para melhorar o seu retorno de investimento.

Como fazer do ROI um indicador de sucesso?

O ROI, como falamos acima, diminui o tempo da tomada de decisão. Isso faz com que os gestores possam acompanhar de forma mais efetiva o que acontece em cada investimento.

Essas aplicações também devem ser pensadas visando resultados futuros, como retenção de clientes e novas campanhas de marketing.

Tendo isso em mente e acompanhando os números, você consegue entender de onde saem os melhores investimentos.

Para continuar com o sucesso não basta continuar apostando nesse setor, é preciso otimizá-lo também. Você não quer jogar tudo por água abaixo, né?

É importantíssimo avaliar, sempre que possível, quais são os canais de contato com o público que geram mais respostas, o desempenho das campanhas e se as vendas estão mesmo efetivas.

Traçando as novas diretrizes, você vai obter resultados significativos. E o mais importante! Não tenha medo de mudar! Algo não está certo? Mude assim que possível. Aprender com o erro também faz parte do sucesso.

Como calcular o ROI?

Existe uma fórmula matemática que facilita na hora de calcular o ROI:

ROI = (Receita - custo) custo X 100.

O resultado é dado em porcentagem, o que facilita na hora de fazer um paralelo entre os rendimentos anteriores.

A receita é o total do valor que entrou na empresa. Entra aqui tudo o que a empresa ganhou através das suas vendas. Como a fórmula pode ser usada na empresa toda ou em áreas individuais, você deve adequar a receita ao nicho que você está usando para o ROI.

Já o custo é tudo aquilo que você gastou com o investimento. Ou seja, são as despesas necessárias para a realização das atividades.

Como funciona na prática?

Vamos colocar aqui uma situação hipotética para mostrar como seria feita a conta com números reais.

Supondo que a gente queira saber o ROI mensal só do pão com linguiça da padaria da Dona Belinha. Os gastos para fazer são:

  • Linguiça: R$ 180,00 - 10 kg
  • Óleo de cozinha para fritar a linguiça: R$ 4,00 - 900 ml;
  • Pão de sal: R$ 58,00 - 100 pães
  • Cebola: R$ 3,00 - 1 kg
  • Guardanapo: R$ 5,00 - 2 pacotes

Todos os custos somam R$250,00. Cada pão com linguiça é vendido para o consumidor por R$7,50. Com essa quantidade de material é possível fazer 100 pães. Se todos forem vendidos, a receita vai ser de R$750,00.

Vamos calcular o ROI? Lembrando que o cálculo é: ROI = (Receita - custo) custo X 100.

ROI mensal do pão com linguagem da padaria da Dona Belinha = (750 - 250)250100 = 200. Isso quer dizer que o retorno sobre o investimento do pão com linguiça é igual a 200% do valor investido.

Em quais setores eu devo aplicar o ROI?

Você pode aplicar o ROI em todos os setores da empresa. Entretanto, vale lembrar que em alguns deles vai ser mais difícil mensurar o resultado.

Imagine que você colocou redes de descanso para os funcionários poderem usar no intervalo do almoço. A ação teve algum retorno? Se sim, como calcular?

Você pode começar com pesquisas de satisfação dos funcionários e perceber alguns números, como o demissões e afastamento por doenças e estresse.

Se os estudos forem feitos periodicamente, você consegue comparar as diferenças, assim como você faz quando calcula o ROI.

O setor de comunicação também tem suas especificidades, como mostraremos a seguir.

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Onde entra o cálculo da comunicação no ROI?

As ações de marketing para alavancar as vendas interferem, mesmo que indiretamente, nos resultados do ROI.

Os investimentos devem ser contabilizados no ROI. Vamos a um exemplo prático. Você tem uma empresa de manutenção de carros de luxo. Seu gasto mensal com publicidade gira em torno de R$ 48.000, dando um total de R$ 4.000 por mês.

Cada cliente novo costuma gastar, em média, R$ 6.000 por ano com a manutenção do carro. Desde que o investimento em comunicação começou a ser feito, a empresa ganhou 20 clientes.

Vamos calcular o ROI em um ano. Se são 20 novos clientes e cada um gasta R$6.000 por ano, temos um total de R$ 120.000 de receita anual só dos clientes novos.

A conta do ROI ficaria assim: ROI = (120.000-48.000)  48.000  100 = 150%.

Com esse resultado, você consegue saber se o seu investimento em publicidade está gerando bons resultados ou não. Como já falamos anteriormente, se o cálculo for feito por setor, você deve envolver só as ações de marketing daquele setor para entrar na conta do ROI.

Nas épocas comemorativas, por exemplo, você pode perceber um aumento nos custos, se as ações de comunicação forem pagas, mas, ao mesmo tempo, também pode ter o aumento da receita. Como colocar na balança?

Em empresas que dependem da sazonalidade, como lojas de decoração de Natal ou fábricas de chocolate, que vendem muito na Páscoa, o acompanhamento periódico do ROI se torna ainda mais importante.

Um grande desafio na comunicação é mensurar o ROI em mídia offline. Como ter certeza de que o cliente procurou sua loja depois que ele viu a propaganda em um outdoor?

Os meios online te dão mais embasamento para responder, mas isso não quer dizer que você deva descartar um ou outro modelo de comunicação. Basta ter certeza de que o ROI vai ser calculado separadamente.

Como avaliar os resultados?

Como é o resultado da empresa em comparação com o dos concorrentes? O que esse número diz? Qual a responsabilidade da empresa nesses rendimentos?

O resultado do ROI depende de quais ações você está fazendo para a empresa, qual é o tipo de cliente que ela tem e como anda a economia do mercado.

Existem épocas que beneficiam algumas vendas em detrimento de outras. É bom ter em mente que é preciso acompanhar esses rendimentos regularmente.

Apesar de tantas vantagens, o ROI também possui algumas limitações. Você deve ter percebido que a inflação nem entrou na fórmula, e, se você esquecer disso, pode fazer a uma interpretação equivocada na comparação dos resultados.

A sazonalidade não é avaliada pela taxa do ROI. Se você tem uma sorveteria, é provável que suas vendas aumentem no verão. Talvez no mês de fevereiro seu ROI gire em torno de 2500%, mas em julho ele caia para 100%. Portanto, tome cuidado na hora da avaliação.

Um outro fator que o ROI também não prevê é a duração do investimento. Ele não leva em conta o período de tempo necessário para conseguir o retorno sobre investimento.

Para esse cálculo, é interesse aliar o ROI a uma outra forma de avaliação, que é o Payback. Leia mais a seguir.

Qual a diferença entre ROI e Payback?

Apesar de as duas táticas serem ainda mais eficientes juntas o ROI e o Payback (ou Prazo de Retorno do Investimento) têm as suas diferenças.

O ROI se refere ao retorno do investimento de um negócio, enquanto o Payback calcula o tempo de retorno desse investimento. Como assim? A gente te explica.

O tempo de retorno depende do tipo de negócio e do valor que você aplica. Empresas de alimentação, como restaurantes e padarias, costumam ter um Payback em torno de seis meses.

Isso quer dizer que em seis meses você consegue ter um retorno financeiro levando em conta tudo o que você gastou para construir e equipar o seu negócio.

Payback também tem uma equação: investimento inicial lucro líquido. Esse resultado é dado em anos.

Por exemplo, se você aplicou 100 mil reais para reformar e equipar seu restaurante e o seu lucro líquido seja de 25 mil reais. Com a conta: 100.000  25.000 = 4. Você precisa de 4 anos para ter retorno sobre o seu investimento em forma de lucro.

A compra de máquinas é vista como investimento a longo prazo. Por isso, é normal que produtos mais caros demorem mais a dar retorno financeiro.

Quais são os erros mais comuns em relação ao ROI?

Antes mesmo da avaliação do ROI, são vários os problemas que podem levar a empresa, mesmo que sem querer, a mascarar seus resultados. Listamos os erros mais comuns:

  • O erro mais comum é a falta de metas. As projeções irreais levam a erros de conta, principalmente nos investimentos a longo prazo;
  • Aliada à falta de metas, não saber dimensionar o mercado no qual sua empresa está inserida é bastante prejudicial;
  • Não conhecer as preferências do público. Não adianta investir R$10.000 em propaganda na TV se o seu público não assiste. Às vezes, o seu concorrente que gastou R$3.000 em ads no Instagram conseguiu um ROI maior;
  • Ignorar a concorrência não é um bom caminho.
  • Avaliar o ROI de forma equivocada. Se sua empresa passou a receber mais solicitações de orçamento depois dos investimentos em propaganda, quer dizer que deu certo, não é? Nem sempre. Se esses contatos não forem convertidos em clientes o seu objetivo não foi alcançado.

Os números, às vezes, enganam. Um ROI não-negativo não quer dizer que não tenha algo errado. Admitir um erro nem sempre é fácil, mas é necessário para uma empresa que quer crescer.

Com certeza as grandes companhias já passaram por momentos difíceis, com ROI baixo e prejuízos altos. O importante é aprender a cada etapa.

Nós não podemos garantir que essas falhas deixem de acontecer na sua empresa, mas se você colocar em prática tudo o que falamos nos textos, é muitíssimo provável que o seu ROI seja bastante satisfatório. Leia também o nosso texto sobre gestão de ativos.

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