No cenário de mercado atual, extremamente competitivo, as empresas precisam aumentar os lucros, seja aumentando o valor dos produtos ou diminuindo os custos. Uma gestão de ativos bem-feita é uma ótima opção nesse cenário.

Para muitos donos de negócio, fazer uma boa gestão de processos é a fórmula certa para o sucesso da empresa a longo prazo. Já para outros, a saída é a gestão financeira. Ambas são importantes para uma boa administração, mas não são as únicas.

Eles se esquecem de que são múltiplos os fatores que garantem o êxito da empresa, como o capital intelectual, a boa qualidade do produto/serviço, o nível de satisfação do cliente e do colaborador etc.

Cuidar dos ativos do negócio também é primordial. Eles são um item ou entidade com valor real ou potencial para a empresa. Entre as classificações, destacamos os ativos:

  • Tangíveis – são os ativos físicos, nos quais você pode tocar. Como exemplos temos estoque, equipamentos, imóveis, veículos, mobiliário, entre outros.
  • Intangíveis – são aqueles em que não é possível tocar, como marcas, licenças, direitos de propriedade/uso, know-how etc.

É possível perceber que gerir esses ativos é importante, pois fazem parte das operações da organização e têm valor para ela.

Neste artigo, você verá o que é gestão de ativos, por que adotá-la na sua empresa e como colocá-la em prática.

Boa leitura!

O que é gestão de ativos?

Para falar sobre gestão de ativos, primeiro precisamos explicar o que são ativos.

Os ativos são todos os bens (itens que possuem valor econômico, podendo ser convertidos em dinheiro — imóveis, mobiliário etc.), créditos, valores e direitos (recursos que o negócio tem a receber e que gerarão benefícios — como o valor de uma venda a prazo) que uma empresa possui em certo momento.

A gestão de ativos é o conjunto de boas práticas empregadas por empresas para controlar os ativos, visando alcançar os resultados desejados obtendo valor a partir deles.

Trata-se então de acompanhar e exercer controle sobre o ciclo de vida do ativo desde que ele é adquirido até quando chega ao fim de sua vida útil.

Essas práticas de gestão envolvem, normalmente, um equilíbrio entre riscos, custos, oportunidades e desempenho.

A norma ISO 55000 foi lançada em 2014 e define um padrão global de gerenciamento de ativos físicos consistente e sustentável com o passar do tempo.

O objetivo central dessa gestão é reduzir os custos com manutenções e períodos de inatividade, o que permite aumentar a eficiência operacional da empresa.

A norma descreve quatro princípios da gestão de ativos. São eles:

  1. Os ativos existem para fornecer valor para a organização e as partes interessadas;
  2. A gestão de ativos transforma a intenção estratégica em tarefas, decisões, atividades técnicas e financeiras;
  3. A liderança e a cultura do local de trabalho são determinantes da percepção de valor;
  4. A gestão de ativos fornece garantia de que os ativos vão cumprir e desempenhar a sua função.

Além da ISO 55000, existem mais duas normas que integram a temática: ISO 55001, que versa sobre os requisitos necessários para que um Sistema de Gestão de Ativos seja integrado e efetivo, e a ISO 55002, que corresponde a um guia para a implantação desse Sistema de Gestão de Ativos.

Agora que entendemos o que é gestão de ativos, é interessante reforçar a importância de realizá-la nas organizações.

Por que fazer gestão de ativos na minha empresa?

Um primeiro benefício de fazer a gestão de ativos em sua organização é justamente o ressaltado nos princípios 2 e 4 da ISO 55000: ela faz com que a intenção estratégica seja implementada por meio de atividades e decisões; e garante que os ativos desempenhem a função deles.

Outras vantagens em realizar o gerenciamento de ativos em seu negócio são:

  • Maximizar os resultados da empresa;
  • Estar em conformidade com as regulamentações;
  • Aumentar a produtividade;
  • Reduzir os gastos com reparos;
  • Garantir o controle dos custos;
  • Tomar decisões com base em evidências;
  • Gerenciar melhor os riscos;
  • Aumentar a eficácia operacional;
  • Contribuir para a sustentabilidade e a saúde financeira do negócio.

Você já sabe o que é gestão de ativos e a importância de adotá-la em sua organização. Chegou o momento de entender como colocá-la em prática na administração da empresa.

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Como fazer a gestão de ativos na prática?

Para realizar a gestão de ativos, vamos seguir o ciclo PDCA, sobre o qual as normas citadas anteriormente também estão estruturadas.

O ciclo PDCA é composto de quatro etapas: Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar) e Act (Agir).

Continue a leitura para saber como utilizar esse ciclo na realização do gerenciamento de ativos.

1. Planejar a gestão de ativos

Para começar a gerenciar os ativos, é necessário primeiro entender em qual contexto a organização se insere, ou seja, quais fatores internos e externos interferem no alcance dos objetivos estratégicos.

Questione: o que gera valor para o negócio? Qual o foco da empresa? O que se espera como resultado?

Depois, é o momento de entender as necessidades e expectativas das partes interessadas na gestão de ativos, isto é, como elas interagem com os ativos e quais objetivos considerar.

Defina e documente o escopo do sistema de gestão de ativos (limites e alcance dele). Faça uma lista dos ativos abrangidos por ele e que farão parte do portfólio considerado.

Inclua também as funções e os processos internos que tenham ligação com fornecedores externos, reguladores, serviços terceirizados e considerações nacionais e internacionais, além de localizações geográficas e prazos.

2. Executar os objetivos e gerir os riscos

Na etapa anterior, foram definidos os objetivos que a gestão de ativos visa alcançar. Agora chegou o momento de executá-los. É importante que esses objetivos sejam alinhados ao planejamento estratégico da organização.

As questões típicas abordadas por esses objetivos abrangem:

  • Retorno sobre investimento;
  • Custo total de propriedade;
  • Índices de satisfação dos clientes;
  • Nível de serviço;
  • Confiabilidade (distância/tempo médio entre falhas), expectativa de vida, custo do ciclo de vida – no caso dos ativos;
  • Custo unitário do produto/serviço, entre outros.

É necessário, na definição das metas, levar em conta as quatro etapas do ciclo de vida dos ativos, que são: aquisição, renovação ou criação; utilização; manutenção; e descarte ou alienação.

Nesta etapa 2 da gestão de ativos, também é preciso gerenciar os riscos. O intuito é entender a causa, a probabilidade e os efeitos de eventos adversos que podem ocorrer.

Isso permite que os riscos sejam gerenciados, de maneira que sejam reduzidos a um nível controlado e aceitável, sem ocasionar danos significativos à operação.

Analise todos os ativos listados na etapa 1, verifique os níveis de risco deles e estabeleça quais ações serão tomadas em cada nível de criticidade.

3. Monitorar a operação

Aqui é o momento de realizar o registro e o monitoramento do desempenho dos ativos adquiridos. Isso pode ser feito:

  • Verificando e comparando o desempenho com padrões anteriormente estabelecidos;
  • Identificando problemas;
  • Fazendo o levantamento de resultados parciais;
  • Observando a existência de desvios dos objetivos.

Para um monitoramento efetivo, adote indicadores (de performance, custos, riscos etc.) que sejam condizentes com as metas de negócio e que podem ser implementados em todos os níveis da organização.

Outra opção para avaliar e monitorar a operação é realizar auditorias internas visando encontrar oportunidades de melhorias.

4. Buscar a melhoria contínua

A organização deve optar por manter os ativos em uso enquanto eles estejam em seguras condições e sejam economicamente viáveis e tecnicamente eficazes.

Para isso, as políticas de gestão e manutenção devem ser voltadas para intervir de maneira a garantir a melhoria contínua do desempenho desses ativos.

Geralmente, os ativos devem ser substituídos quando há um risco eminente de falha, o impacto de uma falha supera o custo de aquisição de substituição, eles se tornam obsoletos etc.

Para as decisões tomadas com relação aos ativos sejam assertivas, a equipe de gestão deve possuir informações como:

  • Cálculo das taxas de falhas;
  • Análise dos riscos;
  • Diagnóstico que permita interpretar os dados de monitoramento;
  • Determinação da confiabilidade.

Ao monitorar a operação dos ativos, é possível identificar lacunas e pontos de melhoria, otimizando ainda mais todo o processo de gestão.

Como essas etapas são baseadas no ciclo PDCA, podemos perceber que são cíclicas, ou seja, o processo não deve ter fim ao chegar à etapa 4.

O ideal é que os passos sejam constantes e se repitam para que a gestão seja o mais eficiente possível e atualizada sempre que necessário.

Neste artigo, você pôde conferir o que é gestão de ativos, a importância dela e como colocá-la em prática em seu negócio. Esses conhecimentos certamente agregarão valor à sua gestão empresarial.Na gestão de ativos, é fundamental ainda acompanhar como andam os ativos intangíveis, que são relevantes para o sucesso da sua empresa. Clique aqui e saiba mais sobre esse assunto.

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