Existem termos financeiros que participam da vida diária das pessoas, tanto em conversas comuns como em reportagens de telejornais, mas muitos não entendem o seu real significado. E você, sabe o que é inflação?

Basicamente, esse conceito representa o aumento no preço de produtos e serviços num determinado período. A inflação afeta a vida de todos, por isso é fundamental compreendê-la melhor.

Pensando nisso, elaboramos este artigo para explicar detalhadamente sobre esse termo. Confira!

O que é inflação?

Para entender o que é inflação, você precisa lembrar que ela está diretamente ligada ao alto valor de um conjunto de categorias durante um tempo.

Esse conjunto é conhecido como cesta de produtos, incluindo itens como transporte, aluguel, saúde, alimentação e educação.

Em 2020, no Brasil, a previsão da inflação é de 3,40%. Isso significa que o preço dos produtos e serviços devem aumentar uma média de 3,40%.

No entanto, isso não indica que todas as categorias vão ter esse aumento, pois ele não é uniforme. Então, alguns itens podem sofrer menor ou maior aumento.

Existem diferentes índices de inflação, mas o oficial é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em algumas metrópoles brasileiras mensalmente.

O que pode gerar a inflação?

Entender a fundo o que é inflação envolve saber o que a causa. Nesse sentido, existem os motivos que provocam o aumento dos preços a curto e longo prazo.

No primeiro caso, a subida nos valores acontece no período de um mês, por exemplo, já no segundo, os preços podem aumentar durante um ano inteiro.

Confira, logo abaixo, os principais motivos para a geração da inflação em um país.

Inflação a curto prazo

A inflação a curto prazo segue a lei da oferta e demanda. Então, se as pessoas estiverem mais dispostas a comprar um item específico num determinado período, o preço dele vai subir, pois a demanda estará maior que a oferta.

O mesmo pode acontecer quando as pessoas estiverem mais dispostas a comprar e, assim, gastam mais e aumentam a demanda geral.

Já quando um produto ou serviço tem a sua quantidade reduzida no mercado, o seu preço sobe devido à baixa oferta.

Isso pode acontecer por causa de condições climáticas desfavoráveis na produção de um alimento, reduzindo a sua quantidade, por exemplo, ou quando a produção de um produto ou fornecimento de um serviço tem um custo maior e, por isso, fica mais caro.

Inflação a longo prazo

Uma das causas da inflação a longo prazo é a emissão do papel moeda. Quando o governo gasta mais do que arrecada, ocorre a necessidade de gerar mais dinheiro.

Para isso, a emissão da moeda aumenta, fazendo com que a oferta de produtos e serviços seja menor que o volume de dinheiro. Por isso, o preço das categorias cresce.

Outro motivo do aumento dos preços é a redução da taxa de juros. A Selic é a taxa básica de juros da economia, sendo definida pelo Banco Central. Quando o governo a diminui, os investimentos em renda fixa, títulos públicos, poupança também apresentam um rendimento menor.

Com isso, os empréstimos se tornam mais baratos, facilitando o consumo e estimulando a produção. No entanto, a longo prazo, a demanda aumenta, o que acarreta o aumento da inflação.

Quais são os efeitos da inflação?

A inflação tem consequências diretas na vida da população. Quando ela ocorre, isso significa que o seu dinheiro começa a perder o valor, pois não acompanha o preço crescente dos produtos e serviços.

Inevitavelmente, isso diminui o poder de compra das famílias. Aliás, no caso de uma hiperinflação, que é um cenário de descontrole dos preços, isso é ainda pior, pois os produtos e serviços podem aumentar de valor todos os dias.

Além disso, uma inflação alta demais dificulta que as pessoas tenham uma noção do que está barato ou caro, gerando uma distorção dos preços.

Outro ponto preocupante é que a diminuição da taxa Selic, por exemplo, causa um ambiente de incerteza na economia, já que afeta o rendimento dos investimentos.

Isso pode causar uma redução dos investimentos por parte dos empresários, bem como paralisação de projetos, pois surge a preocupação com os custos da produção ou com a demanda dos consumidores.

De qualquer forma, é importante destacar que a inflação não é algo puramente negativo, pois ela pode indicar que a economia do país está aquecida.

No entanto, precisa estar controlada, mostrando que a economia está crescendo de maneira saudável.

Quando a queda dos preços ocorre de maneira generalizada, isso pode travar a economia, pois os consumidores esperam para ver se os valores vão cair ainda mais. Portanto, a queda não significa necessariamente algo bom para o país.

Um aspecto positivo de uma inflação controlada é a previsibilidade a longo prazo, permitindo que investidores e empresários façam investimentos com mais segurança, o que gera dinheiro para a economia e possibilidade de previsões para o futuro.

Desse modo, o verdadeiro perigo é quando o país está passando por situação de hiperinflação ou deflação. Isso porque, no primeiro caso, o índice pode alcançar até 3 dígitos, enquanto os produtos e serviços chegam a ter um aumento de 50%.

Com isso, os consumidores perdem o poder de compra, o que causa um descontrole nas contas públicas e faz o país entrar em hiperinflação.

Em março de 1990, durante o governo Sarney, o Brasil teve o recorde de 84,3% do índice de inflação. Nessa época, os produtos começaram a ficar escassos, enquanto o aumento deles era diário.

Já em relação à deflação, que acontece quando os preços diminuem, isso indica que a oferta está maior que a demanda, gerando a falta de consumo e fazendo a economia encolher, o que obviamente não é bom para o país.

Entendeu o que é inflação, como funciona e afeta a sua vida? Para empresários e investidores, é fundamental ficar de olho nesse índice antes de tomar decisões sérias. Aproveitando esse assunto, recomendamos também que você saiba mais sobre a educação financeira. Para isso, confira este post!