Quando um empreendedor realiza um investimento, é importante que ele veja, antecipadamente, se é viável economicamente. Para isso, existe a taxa mínima de atratividade (TMA).

Ela apresenta o valor mínimo que um investimento deve trazer de retorno financeiro para fornecer viabilidade para o negócio.

Ela também é utilizada para mostrar o máximo que uma pessoa pode pagar num empréstimo ou financiamento, mas o seu uso está mais ligado ao primeiro caso.

Desse modo, a taxa mínima de atratividade é um número importante tanto para investidores quanto para gestores. Se você é um dos dois, confira mais detalhes sobre a TMA neste artigo!

O que é a taxa mínima de atratividade?

Como adiantamos, a taxa mínima de atratividade é uma taxa de juros que mostra para você o número mínimo aceitável que um investimento precisa trazer de retorno financeiro.

Logo, ela define o valor mínimo do Retorno Sobre Investimento (ROI), mostrando a partir de qual valor é possível ter lucro sobre um projeto. Ou seja, é com essa taxa que podemos ver se uma ideia é, de fato, um bom negócio.

Por isso, o número é variável de acordo com cada caso, que precisa ser analisado de forma individual. Além dos fatores externos, os internos também influenciam, como o tempo de investimento e a Taxa Selic.

Esse assunto ainda está um pouco nebuloso na sua cabeça? Então, vamos para um exemplo prático que possibilite o cálculo da taxa mínima de atratividade.

Vamos supor que você deseja comprar novos equipamentos para a sua empresa. Se o investimento total foi de R$50.000 e ela traz um retorno de R$5.000 por ano, ou seja, 10% do valor inicial, isso significa que seria necessário esperar 10 anos para ter o payback.

Por outro lado, se esse dinheiro fosse investido em uma aplicação, ele poderia render mais. Isso mostra a necessidade de avaliar as outras opções.

Para que você entenda como é possível calcular taxa mínima de atratividade, é importante ver como ela é formada. Então, confira os seus três componentes básicos a seguir.

Custo de oportunidade

Basicamente, o custo de oportunidade se refere ao valor das alternativas de investimento não escolhidas.

Isso porque, além de avaliar os resultados da opção selecionada, você precisa compará-la com os possíveis resultados de outros projetos.

Desse modo, obtém-se uma base para verificar se o retorno quanto ao risco do negócio e ao esforço valem a pena.

Liquidez

A liquidez define a velocidade ou capacidade que o seu investimento pode sair de uma posição no mercado para depois assumir outra.

Risco do negócio

Nem todo rendimento é garantido. Por isso, é necessário considerar que o ganho deve remunerar o risco inerente de uma ação.

Nesse caso, vale lembrar que, quanto maior o risco, maior também é a remuneração esperada.

Como calcular a taxa mínima de atratividade?

Para calcular a taxa mínima de atratividade, você precisa entender que ela tem como base as principais taxas de juros do mercado, como:

  • Taxa Básica Financeira (TBF): calculada de acordo com o custo médio das movimentações das finanças do mercado, servindo para a correção de valores e aplicações financeiras;
  • Taxa Referencial: realiza a remuneração de algumas rendas fixas e o saldo do FGTS, além de atualizar os financiamentos imobiliários;
  • Taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia): essa é a taxa básica de juros, influenciando diretamente nos investimentos de renda fixa;
  • Taxa de Longo Prazo (TLP): estabelece o mínimo de rendimento esperado dos empréstimos no BNDES.

Após entender que as outras taxas têm influência sobre a taxa mínima de atratividade, podemos mostrar como esse cálculo é realizado.

Supondo que você idealizou um novo projeto, mas, para colocá-lo em prática, precisa desembolsar R$200.000 que estão aplicados num título pré-fixado de 5% ao ano. Desse modo, a TMA vai ser de 5%, que é o custo para abandonar essa aplicação.

Para avaliarmos a TMA, podemos ainda utilizar o VPL (Valor Presente Líquido), que também é uma forma de analisar a viabilidade de um investimento.

Caso o VPL seja maior que zero, a ação é rentável, caso contrário, não compensa para o investidor.

Então, se você somar todo o rendimento descontado com a TMA e subtraí-lo pelo investimento inicial, obtendo um resultado positivo, isso mostra que a operação vale a pena.

Por que a TMA é importante?

Para analisar a taxa mínima de atratividade corretamente, é necessário considerar todos os fatores que a cercam. Ou seja, os riscos, as taxas de juros do mercado que influenciam, a liquidez e o custo de oportunidade.

Com isso, os investidores conseguem evitar perder o seu capital, além de não focar todo o seu recurso em único projeto.

Vale destacar que muitas empresas já foram à falência por não considerarem esse número na hora de realizar um investimento.

Nesse sentido, é necessário se perguntar o quanto de lucro uma aplicação vai trazer em 1, 2 anos ou até mais.

Por possibilitar que os gestores saibam quanto de retorno os seus recursos precisam trazer, eles conseguem avaliar melhor os investimentos em expansões, desenvolvimentos de novos serviços ou produtos e compras de novos equipamentos.

Além disso, lembre-se que é necessário verificar se o projeto é estratégico de acordo com o mercado.

Logo, para verificar se esse projeto de investimento é lucrativo, a rentabilidade dele precisa, pelo menos, ser maior que o custo.

É importante destacar que muitas empresas consideram o custo do capital, ou seja, o custo que uma empresa tem para manter os recursos financeiros circulando, como uma TMA.

Sendo assim, a taxa deveria ser o mínimo esperado pelos sócios ou terceiros que investiram em projetos da organização. Logo, a TMA dos projetos precisaria ser equivalente ao custo do capital.

No entanto, o custo do capital não considera todos os fatores que a TMA considera, entre eles a liquidez e o risco do negócio, por isso, utilizá-lo como a taxa mínima de atratividade não parece ser uma boa ideia.

Com este artigo, você conseguiu ver como a TMA é necessária antes de realizar investimentos de diferentes naturezas, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

Isso porque ela leva em conta diferentes fatores que permitem verificar, lá na frente, se o investimento vai trazer o retorno financeiro desejado ou não.

Então, da próxima vez que fizer um investimento, não esqueça da taxa mínima de atratividade. Aproveitando esse assunto, veja também quais erros financeiros você não pode cometer na sua empresa!