A gestão de tesouraria é peça fundamental para qualquer empresa, pois possibilita que as despesas sejam devidamente pagas e ainda sobre dinheiro para realizar investimentos.

Basicamente, é por meio dela que se torna possível ter as contas organizadas e, assim, conquistar a estabilidade financeira que a sua organização procura.

Por outro lado, não é raro cometer algumas decisões equivocadas durante essa gestão, o que afeta diretamente a saúde financeira da empresa.

Para que isso não aconteça com você, reunimos neste artigo 7 erros que não podem ser cometidos ao criar e gerenciar a tesouraria. Continue a leitura para saber mais.

1. Negligenciar o planejamento financeiro

O planejamento financeiro e a tesouraria andam lado a lado. Isso porque a tesouraria precisa projetar o fluxo de caixa de um determinado período, ou seja, precisa ter uma visão da situação do caixa nos próximos meses.

No entanto, isso é uma projeção, podendo ou não acontecer. Para que os impactos negativos dessa idealização sejam minimizados, entra em cena o planejamento financeiro.

É ele que vai possibilitar a identificação de despesas e receitas no futuro, o que vai permitir uma melhor gestão de tesouraria.

Afinal, por meio do planejamento, caso seja identificado que as receitas vão diminuir nos próximos meses, é possível projetar um saldo mínimo que o caixa deve ter para que a empresa não fique no vermelho.

O cenário oposto também é considerado. Portanto, se forem identificadas receitas maiores que o normal, a tesouraria vai conseguir planejar o que deve ser feito com esse dinheiro que sobrou. Geralmente, ele se torna um novo investimento.

2. Não ter o fluxo de caixa

Uma das funções da tesouraria é estruturar e controlar o fluxo de caixa. Muitas vezes, ele é considerado o pulmão da empresa, já que é o responsável por registrar as movimentações de entrada e saída do negócio.

Nesse sentido, a entrada tem relação com a venda dos produtos, serviços ou ativos da empresa, enquanto a saída está ligada aos custos e às despesas.

Além disso, o fluxo de caixa deve estar alinhado aos planos do negócio, bem como ao planejamento financeiro, possibilitando que os gestores tenham uma visão real da saúde financeira da empresa.

Desse modo, sem o fluxo de caixa, não existe uma gestão de tesouraria realmente eficiente.

3. Não controlar as contas a pagar e a receber

Um dos erros mais graves em relação à gestão de tesouraria é perder o controle das contas. Isso inclui tanto as contas a pagar quanto a receber.

Controlar esses itens deve fazer parte da rotina, para que assim seja possível garantir que os pagamentos e os recebimentos sejam realizados dentro do prazo.
Isso ainda vai possibilitar que o saldo mínimo no seu caixa não seja prejudicado.

4. Ignorar a administração dos investimentos

Como dissemos, uma boa gestão de tesouraria permite que a empresa utilize o dinheiro que sobrou para realizar investimentos.

Vale destacar que os investimentos são aplicações da verba da organização em alguma conta ou negócio, então, espera-se que, após um período, ocorra o retorno financeiro.

É a tesouraria quem deve fazer a administração desses investimentos, que envolve as aplicações e as captações dos recursos. Sendo assim, ela avalia os riscos e as vantagens de cada opção.

Nesse contexto, é importante lembrar que a tesouraria também lida com os empréstimos, avaliando os juros para decidir se solicitar o empréstimo valerá a pena ou não, baseando-se, sempre, no saldo mínimo do caixa.

Portanto, caso você não faça a administração dos investimentos, é possível que decisões ruins sejam tomadas justamente por não terem sido bem avaliadas, ocasionando a perda de dinheiro, o que não é bom para nenhum negócio.

5. Não contar com a proteção de risco

Um dos principais pilares da tesouraria é a proteção de risco. Afinal, para qualquer empresa, é fundamental avaliar as ameaças do negócio, já que ele está exposto a diferentes riscos, como os riscos de mercado e cambial.

Caso você não esteja atento à proteção cambial, por exemplo, é possível que a compra de produtos no exterior saia muito mais cara do que o imaginado, devido ao disparo do valor do dólar.

6. Esquecer de realizar a conciliação bancária

Outra responsabilidade da tesouraria é realizar a conciliação bancária. Isso nada mais é que comparar as informações do banco e as da tesouraria, possibilitando que nenhum erro passe em branco.

Essa averiguação deve atravessar diversos pontos, como as datas de pagamento, permitindo aos gestores constatar que as movimentações financeiras foram corretamente registradas. Durante esse processo, é fundamental ter o máximo de atenção aos detalhes para logo identificar possíveis erros.

7. Não entender o papel da tesouraria

Como você pôde ver, a tesouraria tem várias funções, mas, além disso, é importante entender o seu papel principal dentro de uma empresa.

Nesse sentido, é necessário destacar que a tesouraria é a responsável por buscar aumentar o patrimônio da empresa, encontrar os resultados mais eficientes e, ainda, possibilitar a geração de mais lucro.

A gestão de tesouraria está intimamente ligada ao planejamento estratégico de uma empresa, já que é o direcionamento do fluxo de caixa que possibilita a definição de estratégias eficazes no departamento financeiro, permitindo um uso eficiente dos recursos.

Sendo assim, por meio da tesouraria, é possível colocar objetivos financeiros em prática.

Uma má gestão de tesouraria pode resultar ainda em financiamentos com juros altos difíceis de quitar ou excessos no caixa, interferindo na liquidez que a empresa precisa para continuar de pé.

Desse modo, ocorre um desequilíbrio nos valores, o que, em graves situações, inclusive pode inclusive acarretar a falência da sua empresa.

Por isso, a tesouraria deve ser encarada como uma das peças principais na gestão financeira de uma organização. Sem ela, toda a área de finanças é afetada, colocando em risco a saúde da empresa.

Neste texto, você pôde conferir os principais erros que não devem ser cometidos na gestão de tesouraria. O próximo passo é saber gerir as finanças, principalmente nessa época da pandemia. Para isso, acesse o nosso artigo: Administração de finanças nos tempos de quarentena.

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